O Mundo da Arte: Cristandade Clássica e Bizantina

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Capa do livro O Mundo da Arte: Cristandade Clássica e Bizantina, de Jean Lassus
Autor: Jean Lassus
Título original: The Early Christian and Byzantine World
Páginas: 176
Editora: Livraria José Olympo Editora
Ano da edição: 1978
Idioma: Português
Skoob: Acessar

Sinopse:

Esse livro é uma tentativa de descrever o processo de origem da arte cristã, o seu desenvolvimento e sua disseminação durante seu primeiro milênio de História.


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Análise do livro

LASSUS, Jean. O Mundo da Arte: Cristandade Clássica e Bizantina. Rio de Janeiro: Livraria José Olympo Editora, 1978

O Mundo da Arte: Cristandade Clássica e Bizantina é um dos 10 exemplares da coleção Mundo da Arte, dedicada a mostrar a história do desenvolvimento da arte desde a Pré-História até a Arte Moderna. Essa obra se foca na arte dos primórdios do cristianismo e, especialmente, na arte da civilização Bizantina.

Outros livros da série que já foram resenhados pelo site são os seguintes:


Resumindo, o conteúdo dessa obra pode ser dividido da seguinte forma:

Os três primeiros capítulos falam da igreja primitiva: o autor trata da arte cristã primitiva, mostrando como eram os locais de encontro dos cristãos antes do Édito de Milão (313), dando destaque para uma igreja mesopotâmica do século 3 (Dura-Europos). O autor também fala sobre os costumes cristãos com relação ao sepultamento, as catacumbas e os sarcófagos primitivos. Depois da conversão do império sob Constantino, novas igrejas passaram a ser construídas, e Jean Lassus já inicia o tema dos mosaicos e pinturas. E depois mostra o desenvolvimento da basílica cristã a partir de modelos romanos, e descreve em termos arquitetônicos as várias partes dos novos templos cristãos.

Os demais capítulos focam na arte Bizantina: tratam da importância de Ravena para o desenvolvimento da arte cristã em mosaicos e pinturas murais, com destaque para a igreja de São Vitale. Depois trata do desenvolvimento do domo pelos bizantinos e da construção de Santa Sofia, a grande obra arquitetônica bizantina. O autor também trabalha a influência da arte bizantina na Armênia e Geórgia e no oriente. No capítulo sobre ilustrações em manuscritos e pinturas murais, o autor cita o desenvolvimento do livro (codex) em substituição aos rolos romanos, e fala rapidamente da crise iconoclasta no Império Bizantino. Há todo um capítulo sobre o desenvolvimento da arte no ocidente cristão. com destaque para o papel dos monges irlandeses e a renascença carolíngia.

Depois Jean Lassus fala sobre a expansão bizantina entre a dinastia Macedônica (867-1057) e a dinastia dos Paleólogos (1261-1453), e os seus reflexos na arte do ocidente e do oriente mostrando seu reflexo em vários reinos. O capítulo final trata sobre a arte bizantina em Constantinopla.

Problemas

O livro conta com os mesmos problemas presentes nos demais livros da coleção: mal uso de ilustrações e desorganização. O autor também tem um estilo de escrita muito desinteressante, muito focado em longas e tediosas descrições de estruturas usando termos arquitetônicos, o que torna o texto muito chato.

O conteúdo da obra em si também é decepcionante, seria possível resumir toda a informação do livro em apenas alguns parágrafos, porque 90% da obra é composta de descrições confusas de construções e obras de arte com grande utilização de termos técnicos e poucas informações interessantes. As fotos presentes no livro também são mal utilizadas.

Eu realmente não posso recomendar esse livro, é simplesmente chato demais, desorganizado e nem um pouco didático.

Resenha publicada em 30/07/2020.

Jean Lassus

Jean Lassus (1903-1990) foi um arqueólogo francês, especialista em arqueologia paleocristã. Durante a Segunda Guerra Mundial ele se juntou à Resistência e, em 1944, foi deportado para o campo de concentração de Dachau. De 1945 a 1952, foi professor de arte e civilização de Bizâncio na Universidade de Estrasburgo. Em 1952, foi nomeado reitor da universidade franco-vietnamita em Hanói, então em Saigon. Tornou-se professor da Universidade de Argel e diretor de antiguidades da Argélia em 1955. De 1964 até sua aposentadoria em 1969, foi professor de arqueologia paleocristã na Sorbonne, além de diretor na École Pratique des Hautes Etudes (Quinta Seção), de 1967 a 1969.

Arqueólogo(a)

Foto do membro da equipe: Moacir Führ

Escrita por

Moacir Führ

Moacir tem 33 anos e nasceu em Porto Alegre/RS. É graduado em História pela ULBRA (2008-12) e é o criador e mantenedor do site Apaixonados por História desde 2018.

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